Parei, não vou correr!
Respiro um pouco mais.
Sinto o tempo do vento.
Lento.
Vou chegar em silêncio...
pé por pé.
Envolver em calma
teus impulsos tão puros.
Contemplar teus gestos,
trocar reflexos.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
noite
A lua perdurada,
um silêncio que abraça.
O céu de dentro não se apaga...
Piscam e beliscam
Vagalumes de lata!
um silêncio que abraça.
O céu de dentro não se apaga...
Piscam e beliscam
Vagalumes de lata!
"De onde vem a canção?"
Estava no "silêncio das estrelas" até que escuto o "Leão do norte", será "tudo por acaso"?
"O que você faria?"
Lenine, canta com o volume "na pressão" para mim?
Não estamos "distantes demais".
"Acredite ou não" "é o que me interessa".
"Simples assim", vou ter "paciência"de te escutar da janela, como se a música fosse " a ponte" entre "lá e cá".
Ando bastante "sentimental".
Queria "samba e leveza".
Quero "uma canção e só"
ou "todas elas juntas num só ser".
"Essa alegria", "energia", "flor" e "encantamento":
"Sonhei"
( Eu- presa na torre, de frente para o parque)
sábado, 2 de abril de 2016
(Re) monto
Repara que não tem remo
Repetições não reprimidas
de uma ré sem recusa.
Numa redoma, reclusa.
Refúgio sem rede:
reclamo do resguardo,
resmungo repetidamente
da redoma real.
Me resta rezar,
reivindicando ao Redentor
recuperar para regressar.
Resistir ao rejeitável
Não ser refém do revés
Me reciclar no recesso.
Respirar sem ressentir.
Reiventar um relicário.
Ter as rédeas da resiliência.
Receita de restos.
domingo, 28 de fevereiro de 2016
invisível
Lacunas e fendas,
buracos de olhar.
Espia pelo olho mágico:
uma projeção,
uma distorção!
Teima, queima, beira na borda.
Bordas de sanidade.
O resto se revela, quem sabe, mais tarde!
buracos de olhar.
Espia pelo olho mágico:
uma projeção,
uma distorção!
Teima, queima, beira na borda.
Bordas de sanidade.
O resto se revela, quem sabe, mais tarde!
Para, trava.
Entrave paralisador.
Saberei, um dia, o tamanho de sua dor?
Entrave paralisador.
Saberei, um dia, o tamanho de sua dor?
Calo, retalho,
num silêncio de quase morrer!
Quem é louco o bastante para responder o que o outro deve fazer?
num silêncio de quase morrer!
Quem é louco o bastante para responder o que o outro deve fazer?
Um espetáculo armado:
Olhares isolados, nenhum verbo trocado.
Reduz
Traduz
Produz um falso outro
Fim do beco!
Só eco de uma mesma voz.
No ponto cego da vista,
do auto de uma mira impossível:
O outro é invisível.
Olhares isolados, nenhum verbo trocado.
Reduz
Traduz
Produz um falso outro
Fim do beco!
Só eco de uma mesma voz.
No ponto cego da vista,
do auto de uma mira impossível:
O outro é invisível.
desabafo
É um tanto de pranto,
um nó na garganta,
uma dor nada à toa.
que embarga as palavras,
sou nada.
De não ter as assas para voar.
Pés que não fazem chegar.
A vontade do abraço,
um sustentar pelo laço.
Um chão sem suporte,
o horizonte é tão longe.
um nó na garganta,
uma dor nada à toa.
que embarga as palavras,
sou nada.
De não ter as assas para voar.
Pés que não fazem chegar.
A vontade do abraço,
um sustentar pelo laço.
Um chão sem suporte,
o horizonte é tão longe.
Ohana
Quando pequenas, tínhamos por hábito e quase paixão assistir filmes juntas. Toda semana podíamos escolher um na locadora do bairro ou íamos ao cinema. Foi uma herança maravilhosa que recebemos da nossa mãe. Mesmo as histórias, aparentemente, mais simples poderiam nos oferecer algum conteúdo complexo.
Hoje, as narrativas que lemos ou que as assistimos ainda estão de algum modo dentro de nós. Como na metáfora, de Diana Corso, sobre pequena caixa de ferramentas de conteúdos subjetivos. Nossas histórias, às vezes, cruzam com fragmentos desses repertórios. Dilemas, sentimentos, medos e alegrias das telas e linhas que nos ajudam a compreender e elaborar as nossas cenas.
Lilo e Stitch, já naquela época, nos fez chorar ao nos mostrar que família é ser e estar junto. É importar-se. Parece bobo, mas a gente sabe bem das dores e das delícias de se saber Família. E, a cada confirmação disso, o amor se multiplica.
"Ohana quer dizer família. Família quer dizer nunca abandonar ou esquecer." (Lilo e Stitch)
Assinar:
Postagens (Atom)