domingo, 20 de dezembro de 2015

Anoitece nas janelas...
Janelas de escritas, nem tudo é só o que se lê . 
Memórias do sentido e do vivido inscritas no afeto. 
Há o que meus olhos tecem na alma. 
É o tempo.
Tempo que passa lá fora mais rápido do que aqui dentro. 
Um tempo anoitecendo para amanhecer em novas histórias.

Inquieta mente.

Inquieta mente.
Pesa no que não lhe cabe.
Revira num calor que arde.
Vem, ventania!
Mas traz a chuva calma de flor.
Deixa o sol para depois.
Carrega só...
Mas não a dor. 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Amanhecerei

Ausência que adormece no pranto é
saudade que acorda no peito...
nas noites sem fim, as manhãs são curtas.
Inspiração e devaneios nas curvas,
poesia sem rima e sem alento.
Sou os sentidos que escrevo.
Não espero, não vou em busca.
Apenas me perco,
aos poucos e nos poucos...
laços,rastros, traços, maços que não fumei.
Tempo que me desperdicei, já sei: Amanhecerei!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Travessia de linhas


Através das linhas, muitos nós.
Eu vou, eu volto. Me enrolo.
Um carretel de mim.
Já não é  poesia...
Somos  verso, parte, estrofe.
Travessia de um caminho.
Intervalo do amor.
Sem contexto, só  pretexto.
Resposta mal dada de uma pergunta  desfeita.
Pelo tecido: defeitos não ofuscam teu brilho.
Um música escrita dos silêncios,
Para o refrão que não deu tempo.
Na falta do compasso, sem métrica, rima utópica:
As palavras  andam  a sós numa ponte entre mundos tão  distantes.
No Fim, entre o F e o M... o Insistente.
Impossível  amor,
Intensa paixão,
Imprevisível destino.
Do Futuro e dos Momentos cristalizados:
Desatino fantástico.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

noite sem luar

Uma noite sem luar,
Sem estrela, sem afeto.
Acordo discreto, sei o caminho certo.
Já imagino a despedida sem encanto, sem poesia
Eu te dizendo: Querido, sinto muito volte para orgia!
Sei que não há desespero do teu lado nem do meu.
Nos entregamos, não foi por inteiro, até você  percebeu.
Mais triste que o fim, é acabar assim... (2x)
Tem nada não. Sofrimento não demora.
É que falso amor não sofre quando a gente vai embora.
Não chora!
Não chora!
Do teu pranto seco não brota mais nada...mais nada.
Falha mas não tarda.
Olho pro lado:  teu sono é leve.
O pesadelo é meu.
Ou é tudo insegurança ...
Vou dizer adeus!

Vou dizer adeus! 

quarta-feira, 29 de julho de 2015

diz

Me diz se corpo e memória não são a mesma coisa?
Se a coisa em si não são, hão de ser muito parecidas.
Pelo menos na música e na poesia... Fantasia!
A gente não esquece o que o corpo viveu um dia.
Psicanalisa pelas inscrições de um corpo que a mãe "erotiza". 
Nas tatuagens perpetuadas do Chico...Brincando feito bailarina
Na cicatriz das artes de menina

Poesia na janela!


Fim de outono:
Tempo das folhas belas
Livres, voando por aí. 
O vento já não me carrega. 
A chegada do inverno anuncia uma doce espera.