quarta-feira, 29 de julho de 2015

Poesia na janela!


Fim de outono:
Tempo das folhas belas
Livres, voando por aí. 
O vento já não me carrega. 
A chegada do inverno anuncia uma doce espera.

Do livro dos poemas impossíveis

Do livro dos poemas impossíveis: 
Eu pensei em algo fantástico. Era realmente incrível para mim. 
Não escrevi.
Ao acordar no dia seguinte, a ideia havia fugido. Escapou no silêncio do sono.

Labirinto-me!


No jogo eterno do perder-se e encontrar-se...
Ser Teseu como quem mira-se no espelho, lutando contra seu Minotauro.
Ser o monstro: forte, impulso quase irracional 
Ser mulher... Ariadne, passional, invisibilizada. 
Novelo de lã desenrolada por ai, marcando caminho. Travessia.
Às vezes sou o próprio labirinto: cheia de caminhos, atalhos, clareiras, paredes e vazios. Complexidade. Mas é certo: há pelo menos uma saída.

feliz-cidade

Cidade de pedra: 
Estamos longe do mar... 
Há um rio que espera,
basta mirar. 
Horizontes melhores,
não basta esperar.
Feliz-cidade a nos abraçar.

Sentir, resistir... reagir!

Não trair a dor,
mostrar-se alma.
Saber que a força nos escapa.
Elo refeito de um destino imperfeito. 
(Des)ideal da vida!
Sentir o caminho, olhando ao longe.
Em sincronia com um tempo generoso,
recortar o cinza dos dias.
Temperando em cores o cotidiano.
Não esquecer, sequer um dia, de sorrir.

fiat lux

Risquei um novo fósforo.
Não era o último... mas o pranto veio, veio leve como vento.
Invisível, mas estava.
Aquele cheiro de pólvora, aquela substância de transformação.
Explode uma nova luz.
Brilho em novas cores... Agora eu!
A chama incenso.
E ainda não é agosto!


space

Assim como na vida, no texto o espaçamento é fundamental.
Se há pouco espaço entre as frases, o texto fica confuso visualmente. Difícil ler e identificar as ideias. Tudo fica muito misturado.
Se o parágrafo está com um espaçamento muito grande, perde a liga. Aí... as palavras ficam tão distantes que é como não se alcançassem. Não se dão as mãos.
Resumo do espaçamento: 
Simples é pouco, sufoca!
Duplo já é demais... Que lonjura.
1,5 é uma boa demonstração de equilíbrio. Super civilizado.