Quanta vida se revela
a cada mudança severa.
O tempo que é esfera
onde dor não reverbera.
A impaciência da vida que não espera.. também é passageira.
O coração desacelera
quando a razão impera!
É, o agora.. era.
Mas não é o que se quer, espera!
Merecemos mais que qualquer miséria.
segunda-feira, 27 de julho de 2015
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Espera
Cheiro de naftalina: Não vejo o dia, não vejo a hora.
Será que demora esse nosso
encontro?
Eu fico na espera...
Me apronto no tempo certo!
Tu precisas do teu tempo: Esse tempo é eternidade.
Eternidade que não vivi.
Nessa espera, queimo minhas horas
Horas de devir e loucura.
Será o que o amor precisa ser
feito disso?
Espera sem procura,
Às vezes sem chegada.
É quase sempre uma luta dura
Entre o ir, o vir e o não ir.
Estar junto.
Estar só.
Estar sóbria de paixão: Devaneio
de ilusão.
Estar sozinha... Te levar comigo.
Desejo sem necessidade
Saber-se inteira
Construir-se mulher, romper
história
De guerra, de terra... Quimera.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Livro de rabiscar
Nada contra quem gosta, até admiro quem tem paciência. Mas confesso: Nunca gostei muito de colorir (Tá, é uma confissão de verdade: detesto!). Assim, com lápis dentro de um espaço estipulado. Sempre achei a maior chatice pintar os mapas nas aulas de geografia. Talvez, porque me sentisse muito presa às linhas das fronteiras. Intrigava-me a ideia de saber sobre o mundo e as coisas sem viver, olhar, ler ou mesmo escutar suas histórias. Aquilo, definitivamente, não era a grafia da Geo. Era qualquer outra coisa... No dia em que meus colegas e eu criamos um país e seu mapa, aprendi muito mais. Meu negócio sempre foi desenhar e depois escrever. Não que os faça muito bem, mas a questão é criar. Se alguém me achar estressada ou ansiosa e tiver a ideia de me presentear com um “livro-cura” para isso, um pedido: Não gaste seu tempo e seu dinheiro com esses de colorir. Eu vou piorar! Não é o movimento da minha mão que relaxa meu cérebro e me acalma. Eu prefiro um livro de rabiscar, de folhas sem linhas, de espaço livre para brincar. Eu não tenho medo da folha em branco.
O que me traz paz é debulhar os traços, os sons e as palavras que estão dentro e envolta de mim.
O que me traz paz é debulhar os traços, os sons e as palavras que estão dentro e envolta de mim.
terça-feira, 12 de maio de 2015
Para Antônio...
Das Flores
Exuberantes em suas cores.
Trago comigo as flores.
São lembranças dos rituais da infância.
Seus perfumes e suas doces fragrâncias.
Jardim-floresta do perder-se na brincadeira.
Vasinho com caliandra no cantinho da pia.
A pequena se via atriz ao ter as mãos ocupadas por uma rosa carmim.
Flor-surpresa com cartão-declaração.
Passeio pelos Jardins de Monet, mas de Van Gogh queria apenas um girassol.
Desejo ter os cabelos enfeitados como Frida.
E a mesa do almoço de família sempre colorida.
"Bem-me-quer, Malmequer" e Jasmim.
Amor que se renova: Criança chegando no nosso jardim.
Hoje, passei por flores caídas.
Ali, no chão, exibiam sua beleza oferecida.
Lindas, havia um sopro de vida.
Flor na terra é ciclo de boas vindas.
Orquídeas, Hortênsias e Tulipas
Celebram a chegada do Amor Perfeito.
Ainda em botão já tem nosso coração.
Exuberantes em suas cores.
Trago comigo as flores.
São lembranças dos rituais da infância.
Seus perfumes e suas doces fragrâncias.
Jardim-floresta do perder-se na brincadeira.
Vasinho com caliandra no cantinho da pia.
A pequena se via atriz ao ter as mãos ocupadas por uma rosa carmim.
Flor-surpresa com cartão-declaração.
Passeio pelos Jardins de Monet, mas de Van Gogh queria apenas um girassol.
Desejo ter os cabelos enfeitados como Frida.
E a mesa do almoço de família sempre colorida.
"Bem-me-quer, Malmequer" e Jasmim.
Amor que se renova: Criança chegando no nosso jardim.
Hoje, passei por flores caídas.
Ali, no chão, exibiam sua beleza oferecida.
Lindas, havia um sopro de vida.
Flor na terra é ciclo de boas vindas.
Orquídeas, Hortênsias e Tulipas
Celebram a chegada do Amor Perfeito.
Ainda em botão já tem nosso coração.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Quando (nos) morre uma criança
Quando uma criança morre,
morre junto um pouco da nossa esperança.
morre também a nossa criança.
Quando uma criança morre,
uma luz se apaga,
a gente perde a fé.
o dia fica sem o colorido.
Quando morre uma criança
qualquer coração fica partido.
É a vida que se desfez.
É o sopro que não virou vento.
Quando morre uma criança..
Não pode ser ponto final.
Há sempre reticências de todo amor não vivido.
É mais que falta, é assalto, é roubo...
Quando morre uma criança todos os anjos choram...
Porque foi breve.
É dor incalculável.
É obra inacabada.
É o relógio quebrado.
Ampulheta deitada...
Criança, ser sagrado, não devia ter tempo contado.
morre junto um pouco da nossa esperança.
morre também a nossa criança.
Quando uma criança morre,
uma luz se apaga,
a gente perde a fé.
o dia fica sem o colorido.
Quando morre uma criança
qualquer coração fica partido.
É a vida que se desfez.
É o sopro que não virou vento.
Quando morre uma criança..
Não pode ser ponto final.
Há sempre reticências de todo amor não vivido.
É mais que falta, é assalto, é roubo...
Quando morre uma criança todos os anjos choram...
Porque foi breve.
É dor incalculável.
É obra inacabada.
É o relógio quebrado.
Ampulheta deitada...
Criança, ser sagrado, não devia ter tempo contado.
domingo, 3 de maio de 2015
Concretude do amor
Existe algo mais real do que o amor?
Diga-me um substantivo mais carregado de sentidos!
Pele, gosto.
Olhar, cheiro.
Amor tem corpo.
Tem até retrato.
Ou é ou não é...
Esquece mais esse absurdo da gramática:
Esquece mais esse absurdo da gramática:
segunda-feira, 27 de abril de 2015
dedos nas cordas
Gosto quando me olhas com os dedos nas cordas.
Gosto do teu sorriso de malandro perdido,
do teu gosto por samba canção.
Gosto ainda mais quando estamos a sós,
de me perder em ti... para me achar de manhã.
Eu te levo comigo sempre e mais,
Eu não deixo de me encantar com teu jeito de amar.
Amor solto, livre...
Linhas tortas que teimam em se encontrar.
Outros amores surgem
Eu sofro só de imaginar que logo ali terei que me afastar.
Se vou é por saber que esse amor não é de prender.
É soneto de felicidade, sem culpa
Amor feito de saudade.
As noites em fuga, iluminados apenas pela lua
Inteira, sou tua.
E é teu esse louco amor que eu inventei.
Gosto do teu sorriso de malandro perdido,
do teu gosto por samba canção.
Gosto ainda mais quando estamos a sós,
de me perder em ti... para me achar de manhã.
Eu te levo comigo sempre e mais,
Eu não deixo de me encantar com teu jeito de amar.
Amor solto, livre...
Linhas tortas que teimam em se encontrar.
Outros amores surgem
Eu sofro só de imaginar que logo ali terei que me afastar.
Se vou é por saber que esse amor não é de prender.
É soneto de felicidade, sem culpa
Amor feito de saudade.
As noites em fuga, iluminados apenas pela lua
Inteira, sou tua.
E é teu esse louco amor que eu inventei.
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