O meu sonho, antes de tudo,
é dormir minhas noites
na certeza de que:
nada em mim foi covarde.
Entre a conveniência e o desconforto, prefiro a coragem.
segunda-feira, 5 de novembro de 2018
terça-feira, 11 de setembro de 2018
Fada do sonho
Sonho todas as noites.
Dias desses, tu me visitavas.
Foi esquisito, depois foi engraçado.
Assim do nada, com roupas de fada.
Num canto cheio de sol da casa.
Lendo um livro rasgado.
Me falando miudezas ao olhar,
porque não vejo bem as coisas grandes.
Dizia que eu devia ter um gato
Plantar e preparar minha comida,
e aguar sempre minhas flores.
Saiu achando graça,
rindo da minha cara,
duvidando que eu saiba me cuidar sozinha.
Queria ficar de mãos dadas com tua luna, sempre seria tua lua.
E olhando para o rio,
beijavas as estrelas,
mesmo as ninguém vê da cidade.
Mas aqui no morro é outra terra,
lembra o interior, praia ou uma aldeia.
E por causa disso, gostas de viver aqui
E de ser passarinho, fada ou sereia.
Voar por aí, algumas vezes.
Nadar por aí. Espalhando teus versos e teus sons.
O piscar das tuas asas
acordou meus olhos:
Saiste dançando a saia
desfolhando os livros que só as crianças sabem ler.
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
com as palavras
Com as palavras se luta pela paz
e se faz a guerra.
Com as palavras se constrói e se destrói.
Com a alma se faz o poema – e canto da terra.
Com o ego se faz a guerra – e tudo se desfaz.
Com as palavras se constrói e se destrói.
Com a alma se faz o poema – e canto da terra.
Com o ego se faz a guerra – e tudo se desfaz.
Com o poder se fenda o mar, com os braços se navega.
Não só das pedras se fazem os prédios, mas de suor.
Que é o fruto da luta dos que não se calam
e fazem da sua voz, as suas armas.
Corrompe-nos o tempo com suas tramas.
Mas é a esperança que se vê nas flores raras.
As pedras, ao vento, como as folhas se vão...
Mas é a esperança que se vê nas flores raras.
As pedras, ao vento, como as folhas se vão...
Novos tempos: quais as verdades e as utopias nos libertam?
sexta-feira, 24 de agosto de 2018
Se... tudo gira
Se tudo gira, eu também mudo.
Se tudo pudesse, o melhor eu faria.
Aqui, ali.
E, eu sei que a (mu)dança começa por mim.
Logo eu, que amo dançar.
Na realidade:
se eu tivesse coragem, novamente, mudaria minha vida .
Se essa força tivesse, faria de tudo para descobrir um novo retrato de mim mesma.
Quem sabe feridas fossem fechadas...
Novas chagas no caminho do amor: outras dores, novos amores.
Neste novo tempo: amor próprio seria a linguagem.
Sem essa de trocar seis por meia dúzia.
A ideia seria tocar minha alma.
Se fossem com aqueles dedos renascentistas, ainda melhor.
Eu não teria mais medo da solidão, muito menos do abandono:
Dona de mim, uma vida a brincar de ser (nova)mente minha.
Retrato de minha utopia
Se tudo pudesse, o melhor eu faria.
Aqui, ali.
E, eu sei que a (mu)dança começa por mim.
Logo eu, que amo dançar.
Na realidade:
se eu tivesse coragem, novamente, mudaria minha vida .
Se essa força tivesse, faria de tudo para descobrir um novo retrato de mim mesma.
Quem sabe feridas fossem fechadas...
Novas chagas no caminho do amor: outras dores, novos amores.
Neste novo tempo: amor próprio seria a linguagem.
Sem essa de trocar seis por meia dúzia.
A ideia seria tocar minha alma.
Se fossem com aqueles dedos renascentistas, ainda melhor.
Eu não teria mais medo da solidão, muito menos do abandono:
Dona de mim, uma vida a brincar de ser (nova)mente minha.
Retrato de minha utopia
terça-feira, 3 de julho de 2018
Só chove!
Por medo do meu temporal,
guardei as palavras
chovendo em ensaios.
Ventava realidade.
Sem chances de um pôr do sol,
redigi nuvens carregadas.
Prenúncio de que água tarda mas não falha.
(Trans)lúcida fala.
Quando vem, lava.
Me escorro em alma,
na calma da escrita.
Agora só a chuva salva.
quinta-feira, 31 de maio de 2018
inscritos
Eu aprendi sua cartografia.
Cada detalhe, eu reconheci-
do teu calor ao teu frio,
do que é aparente ao que é vil.
das superstições ao ceticismo que gosto de ver-
das linhas das tuas mãos em que eu gostaria de ler
talvez vestida de cigana, jogaria minhas cartas
dançaria em um vendaval.
eu sei você de cor- da ponta dos dedos ao fio do caos.
Sob o calor do sol, a pele dourada.
O abraço quente cobrindo do frio.
Na chuva fina, seu jeito manso.
Me lavo
- às vezes travo
no teu clima sem previsão.
Já li sua biografia,
todos os capítulos que você me revelou.
Das tuas pequenas loucuras as coisas lindas que você criou.
Do que nos faz chorar, das nossas risadas na cama
e do meu batom que mancha sua boca.
Todos os signos inscritos no teu ser.
sábado, 12 de maio de 2018
Perdida
Tão perdida
quanto me encontraste,
Subitamente, sem qualquer resposta, te achei dentro de mim.
Tão perdida quando te entregaste,
Inesperadamente, ao não traçar caminhos, correspondi.
Tão perdida como nas manhãs sem fim, sigo
desnorteadamente apaixonada,
gostando de me buscar em ti.
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