Quando o olhar é capturado pela energia curiosa das crianças, uma mágica acontece!
Quando o nosso desejo de saber sobre as crianças as encontra grandes em capacidades e potência, uma lâmpada enorme acende dentro da professora.
A luz é tão intensa que ilumina todo o quarto.
Sinapses e mais sinapses na hora do sono...
terça-feira, 21 de abril de 2015
(Em) Sol Maior
Eu demorei trinta anos para compreender que sol bonito mesmo é o de domingo...
Demorei trinta anos para deixar o sol entrar no quarto e dentro de mim nesse dia esquisito.
Vim até aqui fugindo dos domingos...
Pensava que fossem tristes.
Quanta falta de sabedoria.
Domingo é um dia grande.
E se o sol aparece para colorir, ele vira um tempo do sagrado.
sexta-feira, 13 de março de 2015
Mistérios da vida!
Desatar os nós da minha história.
Compreender sem julgar para , enfim, poder andar de mãos dadas com o passado.
Resgatar as dores mais profundas para ser mais inteira no horizonte próximo.
Ser leve mas profunda.
O desejo de paz nasceu, transmutei...
A caminhada continua, mas os primeiros e mais difíceis passos já foram dados.
E a certeza de que estamos conectados uns aos outros e ao universo cresce.
E eu posso crescer na autoria da minha vida.
Desatar os nós da minha história.
Compreender sem julgar para , enfim, poder andar de mãos dadas com o passado.
Resgatar as dores mais profundas para ser mais inteira no horizonte próximo.
Ser leve mas profunda.
O desejo de paz nasceu, transmutei...
A caminhada continua, mas os primeiros e mais difíceis passos já foram dados.
E a certeza de que estamos conectados uns aos outros e ao universo cresce.
E eu posso crescer na autoria da minha vida.
terça-feira, 10 de março de 2015
a estreia: o começo de uma paixão
Em Busca de Paz
(Clara Coelho/ Xannd Sy/ Luciano Magalhães)
Amor,
Não julgues o meu
proceder
Não finjo ser o que
não sou
Vivo a busca
constante do meu “bel – prazer”.
É que há tempos demais
Sofre o meu coração
É triste eu sei, viver de ilusão
Se penar te amando for uma opção
Desculpe amor, escolho a razão
O teu erro foi crer nas verdades vulgares
Mentiras em brisas
Que sopram contra mim
Mas eu vou secar em pranto
Pois quando o amor perde o encanto
O melhor é o fim
Estou preso
Essa é a verdade
Nessa liberdade, que o
samba me traz
Boemia, não quero mais nada
Vou pra madrugada
Em busca de paz
Quantos raios tem o sol?
Na pressa de chegar:
Letra e melodia em pura poesia!
Na vontade de te ter:
Eu te leio pelas ruas da velha cidade.
Teus e meus pensamentos
em resposta pelas mesas dos bares.
Ainda caminhamos juntos, procurando a bebida mais gelada de
um Oriente tão perto.
Tão cercos, tu e yo.
Nos poli sentidos das línguas, nos perdemos no mundo.
Sem limites, sem fronteiras...
Corpos à flor da pele: São aromas, sabores e sons.
Quando a lua nos chama, eu visto preto como prometi.
Nos (des)caminhos dos nossos infinitos particulares
A reta da estrada é um momento para pensar
Entre a mão que busca e
“las bromas” para brincar.
O doce dos dias de sol,
Pimenta e sal nas noites frescas.
Enfim, no teu braço a sonhar.
Nós de Saudade
Saudade me arde.
Um dia cinza anuncia:
A noite que vem, nasce o desejo de ver meu bem.
Presente do ausente
Sentimento guardado
Vontade embrulhada
Na dor delicada de quando o amor vem.
Saudade dos nós.
Saudade dos laços.
Retratos, afagos.
De tudo que somos feitos a sós.
O calor das semanas nó ócio sem tédio
Dos encontros boêmios vividos a dois.
A lua no céu, pendurada, enfeita.
O cenário desfeito se o sol chega,
Está na hora do adeus.
Eu revivo a espera.
Sintonia da falta nos acordes perfeitos.
Te trago no peito, sentimento refeito.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Sobre o carnaval e a vida:
"Quem é você? Diga logo que eu quero saber..."
Quando as crianças são bem pequenas é bastante comum vê-las experimentando diferentes papeis sociais em seus jogos simbólicos. Ao brincarem de faz de conta e transformarem- se a si mesmas em outros, as crianças vão decifrando os diferentes modos de ser. Afinal, estão constituindo suas identidades. A medida que vão crescendo, esses recursos vão sendo, aos poucos, dispensados. Todos passamos por isso: lembrando ou não! Nesse processo a gente vai diferenciando a realidade da fantasia. Vamos reformulando nossa subjetividade com outros mecanismos. Mas a base está formada. Usar máscara fica cada vez mais raro. Porém, existem adultos que vivem as voltas com as suas... Difícil reconhecê-los num primeiro olhar.
Frequentemente as máscaras são usadas como metáforas de falsidade, como uma forma de esconder a real personalidade atrás de uma personagem. Para os simples mortais (que atuam apenas na vida longe de palcos) há um momento no ano que ser um "falso outro" está liberado. Pode-se usar fantasias sem o peso da moral e da ética: Ah o carnaval!!!!!!
Uma pausa da "vida monótona" para a brincadeira. Baile de máscaras. Nomes inventados. Histórias recriadas com pitadas irreais. A festa pagã da carne e do faz de conta. Ali está absolutamente permitido ser quem não se é por um tempo. Afinal, isso foi combinado há muito tempo. Está claro para o povo todo. O contrato social da alegria está registrado em cartório. Veneza, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Olinda... Pouco importa o Cep.
Mas atenção, avisa o poeta: Quem brinca muito de princesa acostuma-se com a fantasia.
Como sugestão da casa: brinque, use e abuse nos três dias de folia para tudo se acabar na quarta-feira. Nos outros 361 dias do ano, assuma as dores e as delicias de ser você mesmo. Carregue sua história, sua identidade e sua cara. Não vale mais ter duas. Os coleguinhas podem não se sentir bem com a sua fantasia. Ou pior: podem se assustar quando você a retirar. Ai o espelho quebra e custa para remendar.
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